Foi um terremoto de ideias, um ponto de ignição onde a conectividade e a tecnologia caminharam juntas para redefinir o futuro. Esqueça as imagens de antenas e cabos emaranhados. A conversa agora é sobre terabytes, IA e redes 5G, pilares que estão construindo a próxima era da conectividade.
A FutureCom, realizada em São Paulo entre os dias 30/09 e 02/10, marcou o 30º encontro de tecnologia e conectividade no Brasil. O evento, que reúne anualmente mais de 30 mil profissionais e 300 marcas, mostrou que os debates sobre inovação aproximam mineração e telecomunicações, apontando caminhos comuns para a competitividade de toda a economia.
Foram mais de 500 palestras e painéis. Entre os destaques, o painel sobre “Polos de Inovação”, que contou com a participação do Instituto Eldorado, SENAI, ABRAS, API e ANATEL, trouxe a importância das políticas de fomento, na construção de ecossistemas colaborativos. Para setores intensivos em tecnologia, como a mineração, essas parcerias também são fundamentais para acelerar soluções aplicadas em campo.
Já o painel sobre o “Plano Nacional de IA e Competitividade Digital” abriu espaço para reflexões estratégicas de abrangência nacional. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028) prevê investimentos estruturantes e reforça a necessidade de uma infraestrutura robusta, apoiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDC), criado em 1969 e consolidado pela Lei n.º 11.540/2007. O PL 2338 não poderia ficar de fora, à medida que busca estabelecer normas seguras para a adoção da IA no Brasil. Ao final, o painel lançou uma provocação sobre política migratória, destacando a importância de atrair e reter talentos globais. São pontos cruciais para uma indústria mineradora cada vez mais digitalizada que demanda governança de dados e inteligência aplicada em escala.
Outro painel relevante foi “Data Centers: A Revolução Industrial no Brasil”, que trouxe a novidade da Medida Provisória 1.318/2025, conhecida como Redata, voltada ao estímulo à economia digital. O debate conectou temas como Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), competitividade e soberania digital, ressaltando-se o diferencial brasileiro como a matriz energética limpa, que pode tornar o país um hub global de processamento de dados. Mais uma vez, destacou-se a necessidade de convergência entre governo e empresas, o papel estratégico do Comitê Interministerial para Transformação Digital (CIT), e a ampliação da participação da sociedade civil via plataforma Participa + Brasil.
A FutureCom mostrou que inovação, IA e infraestrutura digital não são somente tendências, mas pilares para o desenvolvimento sustentável e competitivo. Para a mineração, esses temas significam eficiência operacional, segurança, redução de impactos ambientais e novos modelos de negócios. O Mining Hub acompanha de perto esses movimentos, reforçando sua missão de conectar ecossistemas e construir, junto aos parceiros, o futuro da inovação no setor.